Pôsters Mostra de Iniciação Ciêntifica
Poemas de Tinta: O espírito da arte em Michelangelo
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Semana Acadêmica da Filosofia
A natureza das obras de arte
HUYGHE, René. A arte, sua natureza, sua história. In: HUYGHE, René. Sentido e destino da arte. Vol. I. São Paulo: Edições 70, 1986.
“O menino do dedo verde”.
A arte e sua constituição: uma possibilidade historiográfica em Argan
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| "O Nascimento de Vênus" - Sandro Botticelli |
História da arte como história dos registros humanos
O termo humanidade nos remete à consciência do homem em relação a princípios e valores que ele próprio constrói para viver em sociedade. Esta característica o diferencia do ser divino e do bruto, considerando o divino como um valor e o bruto uma limitação. O homem está mergulhado num duplo: de um lado temos a consciência de nossas capacidades intelectuais e criativas, do outro a certeza de nossas fraquezas e finitude.
Danto e o Fim da Arte
Uma das questões que perpassam as nossas discussões sobre arte é centrada na concepção de Danto quanto à postulação do fim da arte. Nesse ponto entendemos que o autor estudado ao observar os diferentes tempos artísticos, principalmente o moderno e o contemporâneo, acrescenta a idéia de que não podemos mais sustentar uma narrativa histórica da arte, pois esta se mostra esgotada.Parabéns Gustavo!
Acreditamos que seu trabalho será de grande contribuição para área da História da Música do Rio Grande do Sul.
Convite
O problema da história museológica da arte
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Merda d'artista, Piero Manzoni. |
Na recente sessão do dia 05 de Janeiro, novas sugestões de estudos foram expostas, visando dar seguimento á pesquisa, porém.. com algumas diferenças em relação aquilo que vinhamos abordando. A idéia principal gira agora, em torno do terceiro elemento que constitui a base de nossas pesquisas, ou seja, história da arte. Abaixo algumas alternativas (em aberto) ligadas ao tema a serem consideradas, para leituras e investigações sequentes:
P1 - Estudo ao estilo tradicional descritivo - por épocas;
P2 - Analise da idéia de história da arte - "historicidade"da arte;
P3 - Investigar o movimento histórico da arte partindo de zonas ou regiões de atrito;
P4 - "Mistureba" - um pouco de tudo;
Lembrete: próxima sessão do grupo será no ateliê da Ester, dia 12 de Janeiro. Teremos a exibição de um documentário relacionado ao tema escolhido.
Ps: ouvi boatos de que além do documentário, haverá torta de limão da Bárbara, sorteio de quadros e filtro com borra de café.
Acesse os links abaixo, para ver entrevista com integrantes do grupo de pesquisa Arte, Sentido e História, exibida dia 09/09/2010 no programa Universidade Aberta do canal UPF-TV.
Parte I
O que é o que é?
De acordo com Caldas (1999, p. 50-51-52), após a revolução industrial, com o capitalismo avançado e a implantação oficial da cultura burguesa, estabeleceu-se um forte desejo de respeitabilidade, ou seja, uma vontade de ascensão social. Isso quer dizer que, os camponeses que se estabeleceram nas cidades, formando a nova classe dominante, desejavam aquilo que a cultura tradicional da cidade oferecia, porém não havendo tempo e conforto suficientes para o desfrute desta, passaram a exigir da sociedade um tipo de cultura mais adequado a seu próprio consumo. Assim, a busca pela instituição de valores próprios subtraiu-se do cidadão, o qual agora aspira por meio do consumo exagerado, a genuinidade que não pode alcançar. Em vista disso o imaginário materializa-se através do objeto adquirido, mas a legitimidade almejada perde-se com obtenção da réplica.
Deste modo, o kitsch diferencia-se da obra de arte porque, com o passar do tempo, produz um efeito apaziguante, que acomoda o espectador, cumprindo com a expectativa do gosto fácil. Já a obra de arte é de qualidade inquietante, perturbadora, está sempre nos convidando para um novo desafio, um novo olhar. Conforme Berger (1999, p. 21-22), ao vermos a imagem da Monalisa reproduzida em uma camiseta, temos a impressão de que a unicidade da imagem dilui-se e seu significado muda, multiplicando-se e fragmentando-se em muitos outros significados. Apesar de todas essas distorções do original, a pintura verdadeira continua em certo sentido, sendo única. O que nos impressiona não é mais o que a imagem representa, mas sim o fato de ser o original de uma reprodução. Questões em torno do surgimento do kitsch levam-nos a questionar se não haveria uma possibilidade de tradição “Kitschiana”. A semelhança de algumas manifestações da antiguidade, em comparação com manifestações ditas pós-modernas, não justificaria ousar considerá-los participantes deste mesmo fenômeno. Os produtos de épocas pré-capitalistas eram criados para única finalidade, ou seja, a escala de reprodução em massa não existia e somente a aristocracia era possuidora de determinados produtos, como por exemplo, as obras de arte. Segundo Berger (1999, p. 85-92), ao se comprar uma pintura, adquiria-se também a aparência daquilo que ela representava. Tal aquisição refletia a própria nobreza do comprador. As obras de arte celebravam a riqueza; a própria pintura era capaz de demonstrar o quanto era desejável o que o dinheiro podia comprar. Havia uma honestidade na obtenção das coisas, pois o acesso era bastante restrito.
BERGER, John. Modos de ver. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.
















